Jornais lucram com capacidade ociosa

O que poderia ser desperdício de recurso, se transformou em fonte de renda. Donos de parques gráficos que têm capacidade muito além de suas necessidades e com sistemas logísticos capilarizados, os grandes jornais descobriram no oferecimento de suas estruturas para terceiros uma grande oportunidade de geração de receitas.

As receitas ancilares, como são denominadas, são um fonte secundária de rendimentos. Mas não deixam de ser importantes. No caso do Grupo Folha, que edita Folha de S. Paulo e Agora São Paulo, esses serviços já representam mais de 20% do faturamento. Nessa conta estão a impressão de outros jornais pela Folhagráfica (como o Metro, do Grupo Bandeirantes), a impressão de panfletos, catálogos e folders de supermercado (feitos pela gráfica Plural, criada com esse objetivo), e a entrega de revistas, jornais e produtos de e-commerce (o Submarino é um cliente) pela Transfolha. Além de O Estado de S. Paulo e o Jornal da Tarde, o Grupo Estado roda mais de 30 jornais para terceiros.

Além disso, aproveita seu sistema logístico para entregar outros jornais e revistas. Neste caso, não usa a SPDL, distribuidora que mantém em parceria com o Grupo Folha, mas a SSL.


Fonte: Meio&Mensagem

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